UFRJ promove vacinação extensiva após casos de sarampo em faculdade – Blog Tininho Máximo

UFRJ promove vacinação extensiva após casos de sarampo em faculdade

Ao menos dois casos foram diagnosticados, e há outros ainda sob suspeita. Até o momento não haviam sido divulgados casos da doença no Rio desde que o sarampo voltou a aparecer no Brasil

Rio – Diante da confirmação de casos de sarampo entre alunos da Faculdade Nacional de Direito (FND), a UFRJ vai promover, nesta quarta-feira, um evento para vacinação extensiva da comunidade acadêmica do campus, que fica no Centro. Ao menos dois casos foram diagnosticados, e há outros ainda sob suspeita. Até o momento não haviam sido divulgados casos da doença no Rio desde que o sarampo voltou a aparecer no Brasil, em fevereiro deste ano. Fazia dois anos que a doença fora erradicada do país graças às campanhas de vacinação.

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A estudante Ingrid Grandini, 21, que cursa o 5º período na FND, foi a primeira a ter a doença confirmada. “Os sintomas começaram no dia 12 de junho. Fui ao médico mas me deram um diagnóstico de zika. Mas continuei com febres altíssimas, entre 39º e 41º, e fui piorando. Como estava muito mal, viajei para São Paulo, onde mora minha família, e lá fui diagnosticada com sarampo”, contou ela. A confirmação foi dada no dia 19, dia do aniversário da jovem, que afirma que foi vacinada contra a doença ainda na infância.

Segundo o presidente do Instituto Vital Brazil e professor da área de Doenças Infecciosas da UFRJ, Edimilson Migowski, o sarampo é a virose comum da infância mais contagiosa e mais letal: “E a doença tem uma particularidade. Quem entrou em contato com o vírus pode se vacinar até quatro dias depois e conseguir se proteger. Por isso é importante que os casos sejam notificados, para quem está no entorno se imunizar de imediato”.

Em geral, a imunização contra o sarampo a crianças a partir de um ano de idade, nas vacinas dupla, tríplice ou tetraviral, com uma segunda dose no mínimo um mês depois da primeira. “Até o momento acredita-se que essas duas doses da vacina na infância darão proteção para o resto da vida, mas nada é impossível na medicina, pode ser que a recomendação mude se observarmos casos em desacordo com isso”, explicou Migowski.

É o caso de Ingrid Grandini, que tomou as doses da vacina tríplice viral e, apesar disso, já teve caxumba e agora, sarampo. Ela acredita ter sido a “paciente zero” dos casos na faculdade, e explicou que os outros alunos doentes ou com suspeita da doença também tiveram contato com ela. Na FND, a Divisão de Vigilância em Saúde dará vacinação extensiva à comunidade acadêmica nesta quarta, na porta da faculdade, das 10h às 17h e das 18h às 19h30.

A população deve ficar atenta aos sintomas. Os mais comuns são febre alta (acima de 38,5ºC), manchas vermelhas no corpo, tosse, coriza, conjuntivite, e pontos brancos na mucosa bucal. A transmissão acontece através das secreções expelidas na tosse, espirro, fala e respiração.

Apesar dos diagnósticos, ainda não houve divulgação de confirmação oficial dos casos na cidade pelas autoridades de saúde. Procuradas, a Secretarias de Estado de Saúde (SES) e Municipal de Saúde (SMS) informaram que há quatro casos de sarampo em investigação no estado. “Um deles teve resultado preliminar positivo, mas ainda aguarda confirmação do diagnóstico pelo laboratório de referência nacional da Fiocruz. O local de provável infecção está em análise”, disse o órgão, em nota.

Ainda de acordo com as secretarias, “diante da suspeita estão sendo realizadas ações de prevenção e bloqueio da doença”. “Em 2017 a cobertura vacinal do estado para o sarampo em crianças de até um ano de idade foi de 94,8%. A vacina está disponível conforme calendário de vacinação do Ministério da Saúde”, conclui o comunicado.

A poliomelite é outra enfermidade que voltou a preocupar. O Ministério da Saúde emitiu alerta em 312 cidades brasileiras que estão com baixa cobertura vacinal da doença. No estado, Japeri, Guapimirim, Vassouras, Casimiro de Abreu e Paraty estão com imunização abaixo de 50% em crianças menores de 5 anos.

Facilidade na transmissão

Assim como o sarampo, a poliomelite ocorre mais em crianças, no entanto, pessoas de qualquer idade podem ser acometidas. “Essas doenças são bem preocupantes para o cenário atual, pois podem voltar a afetar a população se não tivermos uma boa cobertura vacinal, uma vez que elas possuem facilidade de transmissão muito alta”, declarou o infectologista do Lâmina Medicina Diagnóstica, Alberto Chebabo.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, muitas pessoas negligenciam as vacinas básicas (contra sarampo, pólio, difteria e tétano). “Não vacinam, atrasam, dizem ‘depois eu vou’. Juntamos isso com a não valorização dessas doenças, consideradas extintas e que, portanto, não se vê por aí. Isso impacta na adesão”, destacou.

 A estudante Ingrid Grandini, 21, que cursa o 5º período na FND, foi a primeira a ter a doença confirmada. “Os sintomas começaram no dia 12 de junho. Fui ao médico mas me deram um diagnóstico de zika. Mas continuei com febres altíssimas, entre 39º e 41º, e fui piorando. Como estava muito mal, viajei para São Paulo, onde mora minha família, e lá fui diagnosticada com sarampo”, contou ela. A confirmação foi dada no dia 19, dia do aniversário da jovem, que afirma que foi vacinada contra a doença ainda na infância.

Segundo o presidente do Instituto Vital Brazil e professor da área de Doenças Infecciosas da UFRJ, Edimilson Migowski, o sarampo é a virose comum da infância mais contagiosa e mais letal: “E a doença tem uma particularidade. Quem entrou em contato com o vírus pode se vacinar até quatro dias depois e conseguir se proteger. Por isso é importante que os casos sejam notificados, para quem está no entorno se imunizar de imediato”.

Em geral, a imunização contra o sarampo a crianças a partir de um ano de idade, nas vacinas dupla, tríplice ou tetraviral, com uma segunda dose no mínimo um mês depois da primeira. “Até o momento acredita-se que essas duas doses da vacina na infância darão proteção para o resto da vida, mas nada é impossível na medicina, pode ser que a recomendação mude se observarmos casos em desacordo com isso”, explicou Migowski.

É o caso de Ingrid Grandini, que tomou as doses da vacina tríplice viral e, apesar disso, já teve caxumba e agora, sarampo. Ela acredita ter sido a “paciente zero” dos casos na faculdade, e explicou que os outros alunos doentes ou com suspeita da doença também tiveram contato com ela. Na FND, a Divisão de Vigilância em Saúde dará vacinação extensiva à comunidade acadêmica nesta quarta, na porta da faculdade, das 10h às 17h e das 18h às 19h30.

A população deve ficar atenta aos sintomas. Os mais comuns são febre alta (acima de 38,5ºC), manchas vermelhas no corpo, tosse, coriza, conjuntivite, e pontos brancos na mucosa bucal. A transmissão acontece através das secreções expelidas na tosse, espirro, fala e respiração.

Apesar dos diagnósticos, ainda não houve divulgação de confirmação oficial dos casos na cidade pelas autoridades de saúde. Procuradas, a Secretarias de Estado de Saúde (SES) e Municipal de Saúde (SMS) informaram que há quatro casos de sarampo em investigação no estado. “Um deles teve resultado preliminar positivo, mas ainda aguarda confirmação do diagnóstico pelo laboratório de referência nacional da Fiocruz. O local de provável infecção está em análise”, disse o órgão, em nota.

Ainda de acordo com as secretarias, “diante da suspeita estão sendo realizadas ações de prevenção e bloqueio da doença”. “Em 2017 a cobertura vacinal do estado para o sarampo em crianças de até um ano de idade foi de 94,8%. A vacina está disponível conforme calendário de vacinação do Ministério da Saúde”, conclui o comunicado.

A poliomelite é outra enfermidade que voltou a preocupar. O Ministério da Saúde emitiu alerta em 312 cidades brasileiras que estão com baixa cobertura vacinal da doença. No estado, Japeri, Guapimirim, Vassouras, Casimiro de Abreu e Paraty estão com imunização abaixo de 50% em crianças menores de 5 anos.

Facilidade na transmissão

Assim como o sarampo, a poliomelite ocorre mais em crianças, no entanto, pessoas de qualquer idade podem ser acometidas. “Essas doenças são bem preocupantes para o cenário atual, pois podem voltar a afetar a população se não tivermos uma boa cobertura vacinal, uma vez que elas possuem facilidade de transmissão muito alta”, declarou o infectologista do Lâmina Medicina Diagnóstica, Alberto Chebabo.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, muitas pessoas negligenciam as vacinas básicas (contra sarampo, pólio, difteria e tétano). “Não vacinam, atrasam, dizem ‘depois eu vou’. Juntamos isso com a não valorização dessas doenças, consideradas extintas e que, portanto, não se vê por aí. Isso impacta na adesão”, destacou.

Fonte: O Dia

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