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Brasil goleia o Panamá em despedida da torcida brasileira antes de viajar para a Copa do Mundo

O ambiente foi de festa, daquelas com música boa e comida farta. Aos convidados, traje que combinava com a ocasião. Mas noites assim só ficam perfeitas se quem for ao palco colaborar. A Seleção Brasileira demorou, mas entendeu o que o público queria neste domingo (31).

Em um jogo que oscilou entre a felicidade, a apreensão e a euforia, o Brasil deu um adeus digno à torcida antes de embarcar para a Copa do Mundo. Sofreu mais do que devia no primeiro tempo, mas deslanchou com os reservas e saiu do Maracanã com 6 a 2 sobre o Panamá, para delírio dos milhares de torcedores.

Vinicius Jr. e Casemiro abriram caminho para uma noite feliz, que quase foi atrapalhada por Murillo, intruso panamenho que quis estragar tudo. Os brasileiros, claro, não deixaram. Rayan, Lucas Paquetá e Igor Thiago, de pênalti, completaram a goleada verde e amarela, que dá mais confiança antes da busca pelo hexa. Duvida? Os gritos de “o campeão voltou”, que ecoaram após o sexto gol, provam.

Mas ainda há algumas paradas no caminho. A delegação brasileira embarca para os Estados Unidos nesta segunda-feira (1º), em voo fretado do Rio de Janeiro a Nova Jersey. Antes da estreia na Copa, mais um amistoso, marcado para o dia 6, contra o Egito, em Cleveland. Será o teste final para Ancelotti decidir quem é que jogará contra Marrocos, dia 13, no MetLife Stadium.

Rolou a festa

Bem antes de partida, coube a uma das maiores artistas do Brasil abrir o espetáculo. Ivete Sangalo entrou ovacionada no gramado do Maracanã e ainda teve a companhia de alguns jogadores do penta em 2002 para empolgar a torcida com seus hits inconfundíveis.

A estrela – além, claro, de Ivete – foi Ronaldinho Gaúcho, exaltado pelos brasileiros que ainda se instalavam no estádio quando o show teve início. O ídolo e melhor do mundo em 2004 e 2005 subiu ao palco e participou da festa ao lado dos ex-companheiros Denilson, Edilson, Júnior e Belletti.

Êxtase, preocupação, alívio

O começo não poderia ser melhor para o Brasil, que, cheio de adrenalina pelo estádio cheio e o tradicional Hino Nacional à capela, precisou de só um minuto para explodir o Maracanã. Casemiro desarmou o ataque panamenho, Vinicius Jr. carregou até a entrada da área e bateu com firmeza, no canto direito, para abrir a contagem.

Os primeiros sinais indicavam um passeio da Seleção. Vini, aos cinco, desperdiçou boa chance ao bater fraco no canto esquerdo. No lance seguinte, Luiz Henrique novamente desarmou a zaga do Panamá, mas viu o cruzamento ser interceptado antes de chegar para finalização do atacante do Real Madrid.

Até que um lance foi suficiente para mudar a atmosfera do jogo. Léo Pereira errou uma saída de bola e recebeu uma chuva de vaias, certamente de rivais do Flamengo. A partir daí, o Brasil passou a jogar desnecessariamente sob pressão, o que levou a mais um erro aos 13 minutos.

Bruno Guimarães cometeu falta boba perto da meia-lua, Murillo cobrou e contou com o desvio em Matheus Cunha para enganar Alisson – que, automaticamente, passou a ser o novo alvo da torcida. O goleiro só ganhou aplausos ao evitar a virada do Panamá, com boa defesa no canto direito aos 31 minutos.

Nesse momento, o Brasil já era pior que seu adversário. Ficava menos com a bola, precisava apelar para o chutão na saída de bola e tinha dificuldade para levar perigo em lances que não fossem individuais. Uma atuação tão pobre que Neymar, ovacionado no aquecimento, foi novamente lembrado pelas arquibancadas.

Quando o frustrante empate persistiria até o intervalo, Casemiro recolocou o Brasil à frente. Vini fez jogada pela esquerda e bateu cruzado, até que o volante, como se fosse um camisa 9, desviou de cabeça e acalmou os ânimos no Rio de Janeiro.

Seleção nova, festa garantida

Ancelotti cumpriu e prometeu que todos jogariam. Logo na volta do intervalo, dez alterações trouxeram uma Seleção completamente diferente em nomes. Dos que estavam em campo, só Léo Pereira ficou, pela ausência de zagueiros (Marquinhos e Gabriel Magalhães se apresentam lá nos Estados Unidos). No banco, apenas Weverton não participou.

Sete minutos foram suficientes para dar alegria ao povo. Em lance completamente errado do goleiro do Panamá, que errou ao ser pressionado por Endrick, Rayan aproveitou o gol vazio e meteu de cobertura. Os vascaínos presentes ao Maracanã mataram saudade. Os outros se divertiram, agora que ele defende a Seleção.

lance matou qualquer expectativa de reação do Panamá, que, em um piscar de olhos, saiu de sonhar com um bom resultado até ser goleado pelo Brasil. Aos 14 minutos, Danilo Santos entrou na área e só rolou para Paquetá, de primeira, balançar as redes do Maracanã como ele já fez este ano, mas vestido de rubro-negro.

Quase que na sequência, Igor Thiago invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro panamenho. Como fez contra a Croácia, recebeu a bola das mãos de Endrick e, com paradinha, fez 5 a 1 para o Brasil, um placar que deu tranquildade e fez a Seleção diminuir naturalmente o ritmo. Só que cabia mais: Danilo recebeu de Paquetá, deixou o zagueiro no chão e completou a goleada brasileira.

Tudo era festa, até que o Panamá decidiu participar também. Harvey, em uma pancada de longe, deixou Ederson absolutamente sem chance de defesa para também carimbar seu nome no placar. Tudo bem: em uma festa com 72 mil pessoas, sempre cabe mais. Mesmo que seja de quem não se espera.

Próximos jogos da Seleção Brasileira:

 

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